Subsídios para a construção de um conceito de influência – uma metodologia operatória para o entendimento da contemporaneidade
Fará sentido interpretar um novo conceito de Elite no século XXI, entendê-lo aplicável às democracias ocidentais e oposto ao velho conceito das classes dominantes de Marx, ou, de um modo muito mais simples, aceitar que os protagonistas da História são sempre aqueles que se distinguem do grupo - e isso é elite em vasto modo - ? O Liberalismo fez a apologia da autonomia moral e económica da sociedade civil em oposição à concentração do poder político, aparentemente opondo à concentração de elite uma alternativa mais massificada. Gerou novas elites, mesmo assim. Individualismo metodológico e jurídico, propriedade privada, governo limitado, ordem espontânea, estado de direito, e livre mercado não democratizaram, antes permitiram emergências elitistas dentro do espaço de todos.
Nos dias de hoje, a palavra associa-se tanto a quem lidera como a quem influencia: grupos de pressão e formadores isolados de opinião. Ideia que é muito criticada pela esquerda política ao entedê-la, de forma redutora, como a classe social de maior poder económico.
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